Guia completo para seu filhote crescer saudável



Guia completo para seu filhote crescer saudável

 30 .Jul .2017  

Guia completo com orientações sobre vacinação, castração e alimentação para filhotes

Introdução ao lar

         É natural que o filhote estranhe seu novo lar nos primeiros dias. Durante a noite, cubra-o com um pano, que pode ter sido retirado do canil e terá o cheiro de sua mãe, para que ele se sinta mais protegido. Evite alterar a alimentação do filhote nas primeiras semanas.

         Um filhote de até 3 meses de idade costuma dormir bastante (até 80% do tempo) e o sono adequado é importante para o seu crescimento. Não o deixe sozinho por muito tempo ou próximo a locais barulhentos e repletos de pessoas. Não permita que crianças brinquem sem supervisão para evitar acidentes e também, não permita que seja manipulado por muitas pessoas enquanto não tem todas as vacinas.

         É importante que o filhote tenha um canto só dele onde se sinta seguro e confortável. Este local dependerá da raça e do clima da região. Todos os cães precisam de uma cama limpa, seca e quente, além de espaço mínimo para se exercitar e fazer suas necessidades fisiológicas. Esta área deve ser sombreada e bem ventilada. Forneça água fresca à vontade.

         Os filhotes são muito curiosos, brincalhões e inteligentes e é natural que investiguem os objetos tocando-os, mastigando-os e provando-os. Dessa forma é importante tomar cuidado com o seu ambiente e itens domésticos que podem ser perigosos ao seu alcance.

Objetos Perigosos Que Devem ser Mantidos Fora do Alcance de Seu Filhote:

  • Linhas, fitas, fios, material de costura e outros pequenos objetos domésticos;
  • Clipes de papel, borrachas, grampos de papel, elásticos de papelaria, sacos plásticos e fechos de arame;
  • Moedas, pequenas peças de jogos de tabuleiro, souvenirs e ornamentos frágeis;
  • Medicamentos, vitaminas, frascos de comprimidos, fio dental, lâminas de barbear e bolas de algodão;
  • Produtos químicos para uso doméstico e automotivo (existem líquidos anticongelantes seguros para animais);
  • Plantas tóxicas, como o filodendro (também conhecido como imbé ou jibóia verde), o visco e a poinsétia (ou bico de papagaio), o lírio, a azaléia, o narciso, a hortênsia e o tomateiro.

Outras Maneiras de Manter seu Filhote Seguro:

  • Disponibilize brinquedos seguros para cães a fim de manter seu filhote entretido;
  • Utilize lixeiras com tampas em sua casa e em sua garagem;
  • Mantenha as bancadas da cozinha limpas e sem alimentos para diminuir a tentação;
  • Guarde os produtos químicos e venenos de uso doméstico em um armário trancado e local alto com dificuldade de acesso;
  • Mantenha a tampa do vaso sanitário abaixada para que seu filhote de cão não beba a água e nem caia dentro do vaso;
  • Mantenha os fios e cabos elétricos fora da vista ou fixados às paredes e guardados quando possíveis, como cabos de baterias;
  • Fixe os cordões de persianas e cortinas fora do alcance de seu cão.

Alimentação

         A partir de 45 dias de idade, o animal já pode iniciar a alimentação com dieta de excelente qualidade (Super Premium), para que ele se desenvolva forte e saudável, evitando assim problemas futuros. No primeiro ano de vida do seu pet estimule a ingestão de alimentos de diferentes consistências e tamanhos (ração seca em pellets e ração úmida) para que no futuro seja mais fácil a troca alimentar e administração de medicações, quando necessário.

         Para que seu filhote cresça saudável e desenvolva as características da sua raça é indispensável uma dieta adequada, sem qualquer excesso ou deficiência, e que leve em consideração as características específicas da espécie canina, raça e a diversidade de tamanhos, além de sua capacidade de digerir os nutrientes de forma adequada.

         No mercado estão disponíveis diversas rações destinadas a atender animais de diferentes faixas etárias, raças específicas, além de dietas terapêuticas para determinados tipos de doenças. A seguir, confira as principais indicações alimentares para o seu pet.

Papinha Desmame

         Alimento Super Premium em pó que substitui o leite materno em casos em que o filhote não pôde amamentar. É um alimento completo e balanceado, sem adição de lactose, que satisfaz 100% das necessidades nutricionais dos filhotes em crescimento.         

Ração filhotes raças pequenas

         A alimentação para filhotes deve ser utilizada até o final do crescimento, devendo ser oferecida para as raças pequenas até os 12 meses de vida. As rações para filhotes de raças pequenas possuem pellets do tamanho e textura ideal para os seu filhote, evitando dificuldades de preensão e desperdício do alimento, além de serem formuladas adequadamente para garantir o crescimento saudável do seu animal.

Ração filhotes raças grandes

         A alimentação para filhotes deve ser utilizada até o final do crescimento, devendo ser oferecida para as raças grandes e gigantes até os 18 meses de vida. As rações para filhotes de raças grandes possuem pellets do tamanho e textura ideal para os seu filhote, evitando dificuldades de preensão e desperdício do alimento, além de serem formuladas adequadamente para garantir o crescimento saudável do seu animal.

Frequência da alimentação

         Para filhotes de porte pequeno, recomenda-se a alimentação várias vezes ao dia dividida em 5 ou 6 vezes e em pequenas quantidades, até atingir 6 meses de idade, quando pode ser reduzido para 3 refeições diárias.

         Para filhotes de grande porte, recomenda-se a alimentação dividida em 3 ou 4 refeições diárias, em pequena quantidade até atingir 8 meses de idade, quando então reduziremos para 2 ou 3 refeições diárias.

Adicionar água ou leite ao alimento

         Não há necessidade de umedecer o alimento seco. Uma vez umedecido, o alimento deverá ser consumido nos primeiros 40 minutos, pois após este período ele poderá fermentar, com proliferação bacteriana, podendo causar diarreia no seu filhote.

Determinar a quantidade de alimento

         A quantidade de alimento fornecida a seu cão varia em função do peso, idade, nível de atividade física e quantidade de energia disponível no alimento. No verso da embalagem você encontrará a sugestão de consumo diário do alimento.

         Não ofereça comida à vontade ao seu cão, saiba que ele poderá comer uma quantidade muito superior à recomendada, predispondo à obesidade. Além disso, o excesso de nutrientes poderá acelerar demasiadamente o ganho de peso e ocasionar problemas ósseos em animais jovens.

Petiscos

         A educação alimentar é estabelecida nos primeiros meses de vida. O uso de petiscos pode auxiliar na educação do seu pet ao serem oferecidos como recompensa, como por exemplo, após a escovação dos dentes. Evite a ingestão exagerada de petiscos e a substituição do alimento pelas guloseimas. Dê preferência a petiscos exclusivos para o uso animal.

             Dicas sobre alimentação

  • Alimente seu cão sempre nos mesmos horários;
  • Mantenha comedouro e bebedouro sempre limpos, lavando-os diariamente;
  • Mantenha a embalagem do alimento sempre bem fechada ou troque para um pote hermeticamente fechado;
  • Verifique sempre a validade dos produtos oferecidos;
  • Não ofereça ossos e alimentação caseira ao seu cão;
  • Mantenha comedouro e bebedouro próximos e em lugar tranquilo, evitando troca constante de lugar e longe de locais de urinar e defecar;
  • Animais alimentados juntos tendem a comer maiores quantidades devido à competição;
  • Qualquer mudança na alimentação deverá ser feita de maneira gradual, misturando o alimento já oferecido com o novo, seguindo orientação da embalagem. 

Alimentos proibidos para cães

  • Doces diet e chiclete: apresentam o composto xilitol podem causar lesão no fígado e óbito;
  • Macadâmia: sinais clínicos de apatia, fraqueza, vômitos, tremores e febre;
  • Chocolate e Café: apresentam uma metilxantina, a teobromina, causando vômito, diarreia, falta de ar e convulsões;
  • Uva e uva passa: causam lesão nos rins;
  • Abacate: contém persina que é tóxica;
  • Alho e cebola: causam destruição das células vermelhas do sangue;
  • Frutas com caroços: pelo risco de engolirem o caroço.

             Medicamentos proibidos para cães

  • Nimesulida;
  • Diclofenacos: potássio, sódio;
  • Paracetamol;
  • Ácido acetil salicílico (em poucas ocasiões pode ser usado como tratamento, com doses calculadas).

 

Vacinação

É de extrema importância vacinar o seu animal de estimação. Este cuidado irá protegê-lo das mais variadas doenças infecciosas, inclusive algumas zoonoses (doenças transmitidas ao homem). Fique atento à vacinação!

         A partir de 45 a 60 dias de idade é iniciado o programa de vacinação, e para que ele seja eficiente é importante seguir rigorosamente o esquema proposto pelo veterinário.

         Além disso, o animal a ser vacinado deve ter excelente saúde. Portanto, antes da imunização não permita o acesso à rua e o contato com outros animais. Seu animal só estará protegido contra as diferentes doenças após o término de todo o programa de vacinação.

Polivalente:

Vacinação com 42 dias, 63 dias, 84 dias, e após 1 ano de vida.

Antirrábica:

Vacinação com 120 dias e após 1 ano de vida.

TIC:

Vacinação com 63 dias e após 1 ano de vida.

Giárdia:

Vacinação com 84 dias, 120 dias e após 1 ano de vida.

 

Vermifugação

          Os vermífugos são medicamentos utilizados para prevenir doenças causadas por vermes, muitas vezes microscópicas, que podem causar diversos danos à saúde global do animal durante toda sua vida. É necessário tratamento constante, que será com maior ou menor dosagem e espaçamento de tempo dependendo da idade do cão.

         Assim que os cães nascem, já necessitam de uma atenção especial quanto à isso, tendo a primeira dose ao 30º dia de vida. Depois disso, repete-se de 15 em 15 dias até completar três vezes, tornando menor a probabilidade de vermes adquiridos durante a gestação, através do leite, por ingestão de ovos ou os mais resistentes estejam presentes.

         Essas três primeiras aplicações serão em forma líquida por via oral e não drágea, como começa a ser depois de seis meses.

         Semestralmente seu animal repetirá o tratamento, porém será de acordo com seu tamanho.

Vermifugação:

Vermifugar com 30 dias, 45 dias, 60 dias, 120 dias e depois a cada 6 meses de vida.

 

Prevenção das doenças orais

         A higiene oral faz parte da vida diária das pessoas, e deve fazer parte também da vida do seu pet. A escovação dos dentes e visita regular ao Médico Veterinário possibilitam a saúde da cavidade bucal do seu animal.

         O cão adulto possui 42 dentes. Nos filhotes, a erupção dos dentes definitivos ocorre entre o 3º e o 6º mês de idade (incisivos e caninos, pré-molares e por fim, molares).

Higiene dentária preventiva

Escovação

         O hábito de escovar os dentes deve iniciar cedo, geralmente torna-se necessário aos 6 meses de idade, após o nascimento dos dentes definitivos.  No entanto, quanto antes este hábito for inserido na rotina do animal, maior sua aceitação.

         Utilizar uma dedeira ou um tecido ao invés da escova dental são indicados para habituar o cão ou gato. Estes métodos são confortáveis, mas pouco efetivos na remoção da placa dental. Escovar os dentes de modo correto é muito importante, pois determina a qualidade do resultado em longo prazo.

Castração

         A castração consiste em uma técnica cirúrgica realizada em animais, sendo considerada um procedimento simples, rápido e seguro, que pode ser realizado a partir dos seis meses de vida dos animais.

         Para as fêmeas, do ponto de vista oncológico, é recomendada anteriormente ao primeiro cio, quando o organismo ainda não sofreu influência hormonal. Porém, alguns médicos veterinários recomendam que esta seja realizada posteriormente ao primeiro cio, uma vez que, existem estudos que revelam um aumento na incidência de casos de incontinência urinária estrógeno-dependentes, além de alteração no desenvolvimento do animal, por ação hormonal sobre o metabolismo do esqueleto.

         Ainda que apresentem controvérsias quanto ao período de realização, este procedimento apresenta vantagens sobre o tempo e qualidade de vida do animal, como:

  • Diminui consideravelmente o risco dos animais desenvolverem enfermidades de gravidade elevada, como neoplasias hormônio-dependentes. Entre elas destacam-se neoplasias de mama e próstata, que acometem especialmente animais de maior idade. O risco de desenvolvimento de neoplasias mamárias em cadelas castradas antes do primeiro ciclo estral é de 0,05%, após o primeiro estro sobe para 8%, e é de aproximadamente 26% quando a castração ocorre após o segundo estro.
  • Elimina quadros de “gravidez psicológica”, comum em algumas fêmeas após o término do cio, o que ocasiona aumento de mamas, produção de leite e irritabilidade excessiva.
  • Diminui o risco de fugas e brigas, especialmente pela redução hormonal no organismo dos animais.
  • Diminui ou elimina a excitabilidade excessiva por ocasião do cio, como latidos, uivos e miados.
  • Elimina secreções pelas cadelas em período de cio, assim como atração de diversos machos ao ambiente.

Mitos sobre a castração

  • Castração é um ato cruel e brutal – o procedimento não causa sofrimento ao animal, quando realizado corretamente por profissionais especializados.
  • Castração faz com que o animal engorde – somente o fato de castrar não determina que o animal ganhe peso ou se torne obeso. Isso acontece devidos a vários fatores, como dieta inadequada, seja pela qualidade, seja pelo fornecimento; ou pela redução de atividades de físicas pelo animal.
  • Castração custa caro – ao avaliar o longo prazo, a castração pode ser muito mais em conta que criar diversos animais, provenientes de ninhadas não desejadas. Além disso, como a castração ajuda na prevenção de doenças, é possível evitar os altos custos que envolvem tratamentos e cirurgias.
  • Fêmeas devem ter pelo menos uma cria anteriormente ao procedimento de castração – quanto mais cedo a fêmea for esterilizada, menor será a chance dela desenvolver alguma enfermidade.

           É sabido que os animais submetidos à castração apresentam maior expectativa de vida, em comparação aos inteiros, resultante dos efeitos profiláticos em relação às enfermidades que envolvem o trato reprodutor, além da redução de comportamento de risco.

Mudanças que podem ser importantes

Ao longo da vida, nossos pets podem ter algumas doenças, e claro, quanto mais cedo diagnosticadas, mais fácil o tratamento e melhor o prognóstico, por isso, aqui vai uma lista de coisas importante para ficar de olho, e se observar alguma destas alterações, é importante o atendimento com um médico veterinário:

  • Começar a comer ou beber água mais ou menos do que o normal: isto pode acontecer de repente ou aos poucos, de um jeito ou de outro, é importante observar que há uma mudança;
  • Mudar a quantidade, consistência e coloração de urina e fezes, especialmente se for acompanhado de dificuldade ou dor para urinar ou defecar;
  • Mancar ou andar diferente do normal, dificuldade para levantar, deixar de brincar ou não querer sair para passear, não querer mais subir no colo ou as escadas;
  • Mudanças no comportamento, convulsões, andar em círculos, encostar a cabeça na parede, perder referência de espaço, dar a impressão de não estar enxergando, não desviar de obstáculos;
  • Tosses, espirros (espirrar uma vez de vez em quando é normal, algumas vezes em um dia só pode significar alguma mudança importante), dificuldade para respirar em repouso, ou após exercício, engasgos, desmaios;
  • Apresentar coceira excessiva, vermelhidão em algum local, manchinhas, bolinhas ou aumentos de volume em qualquer local do corpo;
  • Dentes quebrados, mau hálito, evitar se alimentar (mesmo demonstrando fome).


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